JOÃO SALGUEIRO BAPTISTA

CELEIRO DA PATRIARCAL

12 de nov’22 a 15 de jan’23

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Finalista Prémio Bienal de Fotografia

JOÃO SALGUEIRO BAPTISTA

ABISMO

O abismo de estar vivo perante a noção de se estar a morrer. O abismo perante tudo aquilo que não sei, não compreendo e não se subjuga ao meu domínio. O abismo da beleza que existe até mesmo no horror e no veneno. O abismo do amor e da carne. O abismo da noite e dos dias com demasiado sol. Grande profundidade que se supõe insondável e tenebrosa. Fundo do mar. Lugar, geralmente escarpado, em que há uma grande depressão abrupta. Situação difícil ou perigosa. Tudo quanto excede o que de si é excessivo. Coisa ou ser misterioso ou incompreensível. O abismo de nascer dado à contemplação e à reclusão.

Abismo, buraco existencial que afeta uma boa parte de nós que por cá andamos.

O Abismo é uma série fotográfica que se decompõe ao longo de uma seleção minuciosa de imagens e se apropria do real retratado e de tudo aquilo que se pode agarrar enquanto potencial fotográfico.

Exprime uma ficção ou fantasia, que medita sobre um estado e modo de ver, virado para a contemplação e para o silêncio. Alicerçado em evocações da cultura tão profundamente vincada nas raízes do povo em que se inclui, usando variados elementos e símbolos que poderão sugerir conceitos  como o nascimento, a morte, o mito de Adão e Eva ou o início do mundo.

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